ASTROLOGIA E POLÍTICA
Bolívia, da humilhação à esperança
http://www.constelar.com.br/constelar/95_maio06/evomorales1.php
O país que nasceu para viver uma "terrível e espantosa história" atravessa um momento de euforia com a nacionalização da exploração e refino do petróleo e derivados. A primeira vítima é a Petrobras. A próxima pode ser o bolso dos brasileiros.

Evo Morales em Kalasasaya, Tiahuanaco, na cerimônia indígena de sua consagração como presidente boliviano.
Num gesto de desafio à comunidade internacional, o presidente boliviano Evo Morales decretou, no início da tarde de 1º de maio de 2006, a nacionalização das reservas de hidrocarburetos, o que significa dizer: controle absoluto da produção, refino e distribuição de petróleo e gás natural. Das várias multinacionais que atuam na Bolívia, a mais afetada é a Petrobras, cujos investimentos chegam a representar 15% de toda a riqueza do país.

Assinatura da lei de nacionalização dos hidrocarburetos - 2.5.2006, 12h33 (-04:00), Caraparí, Tarija - Bolívia - 21s49, 63w46. (Todas as cartas deste artigo, com exceção da carta da Independência de Bolívia, foram calculadas a partir de dados pesquisados nos arquivos dos jornais El Diário, La Razón e La Prensa, de La Paz.)
O mapa da assinatura do ato tem Saturno colado ao Ascendente. Saturno rege nesta carta a casa 6, dos trabalhadores subalternos, e foi exatamente em nome deles que Evo Morales anunciou a medida radical. A nacionalização (eufemismo para expropriação) poderia criar, segundo o presidente, milhares de novos empregos na Bolívia, além de estancar o que os jornais bolivianos chamam de "sangria dos recursos nacionais". Por outro lado, poderá levar a Bolívia a um forte desgaste internacional, já que as novas medidas implicam o rompimento unilateral de contratos. Não é por acaso que, no mapa da nova lei, o Sol, regente do Ascendente, ocupa a casa 9 da justiça e das relações com o estrangeiro, em oposição a Júpiter, significador essencial desses mesmos assuntos. Problemas à vista, portanto. Voltemos, todavia, a Saturno: a presença deste planeta no Ascendente, em exílio e em quadratura aberta com o Sol, permite que se traduza o significado do ato político de Evo Morales como uma tentativa dramática (Leão) de recuperação da auto-estima nacional, já tão abalada por "um século e meio de humilhação", para usar a expressão de uma popularíssima e emotiva canção boliviana. Mas para entender melhor esta questão, é preciso dar uma olhada no mapa dessa nação andina.
Um país e sua história espantosa

Independência da Bolívia - 6.8.1825, sem horário (mapa especulativo calculado para às 12h LMT) - Sucre (antiga Chuquisaca), 19s02, 65w17.
"El sábado 6 de agosto de 1825, Bolivia comenzó su vida como nación independiente; estaba en el umbral de una terrible y espantosa historia." (Charles Arnade)
O processo de independência da Bolívia deu-se como conseqüência da independência dos demais países da região andina. Na esteira das guerras de libertação promovida por Simón Bolívar, e aproveitando o desmoronamento do poderio militar espanhol, o marechal Antonio José de Sucre convocou em 9 de fevereiro de 1825 uma Assembléia Deliberativa para decidir o futuro da então chamada província do Alto Peru. A assembléia foi instalada em 10 de julho do mesmo ano em Chuquisaca (atual Sucre) e, sua maior tarefa não foi sequer declarar a independência da enfraquecida Espanha, mas sim decidir se a região deveria unir-se à Argentina, ao Peru ou transformar-se em um país independente. Após longas deliberações, assinou-se em 6 de agosto uma "Ata de Independência" que decidia pela transformação da região em país autônomo, com regime republicano. A data foi eleita de propósito para coincidir com o aniversário da Batalha de Junín, ocorrida um ano antes. A escolha do nome Bolívia, em homenagem a Simón Bolívar, aconteceu alguns dias mais tarde. O curioso é que o próprio Bolívar não era favorável à independência, preferindo que o Alto Peru permanecesse unido politicamente a outros países andinos.
Não há nenhuma informação histórica totalmente segura que nos permita eleger um horário para a independência boliviana, se bem que não faltem hipóteses :
- Marc Penfield, astrólogo americano, autor de Horoscopes of the Western Hemisphere, propõe o horário retificado de 8h32, LMT (hora local), o que deixaria o Ascendente em 20º42' de Virgem;
- O mesmo Marc Penfield informa que obteve do Centro Astrológico de Buenos Aires o horário das 16h para a Bolívia (Ascendente em Capricórnio, com Urano e Marte angulares);
- Nicholas Campion, autor de The Book of World Horoscopes, propõe o horário de 12h LMT, o que deixaria o Ascendente em Escorpião. Campion, aparentemente, baseia sua hipótese na especulação de que a assinatura da Ata de Independência deva ter ocorrido após a missa da manhã - um raciocínio plausível, mas nada conclusivo.
Utilizando apenas um mapa solar calculado para às 12h (que acaba, por acaso, coincidindo com a hipótese de Campion), o que vemos é uma conjunção bastante aberta (órbita de nove graus) entre Sol e Júpiter em Leão, sendo que os dois planetas receben a quadratura da Lua em Touro. Com os dois luminares formando quadratura em signos fixos, não admira que a história da Bolívia tenha sido construída em cores tão trágicas nestes 180 anos de independência: o eterno divórcio entre interesses do povo (Lua) e dos governantes (Sol) num contexto de persistente pobreza. Outro aspecto que se destaca é a oposição Marte-Urano no eixo Câncer-Capricórnio, configuração explosiva, instável e imprevisível, bastante compatível com a história do país que é recordista em golpes de estado no continente americano.
Nenhum povo da América do Sul passou por tantas provações quanto o boliviano: a população de maioria indígena (quêchuas e aymaras) jamais, antes de Evo Morales, se sentiu representada pela elite que controla os destinos políticos do país desde a independência. Enquanto o povo amarga os piores índices de pobreza do continente, as riquezas minerais sempre foram metodicamente saqueadas por multinacionais americanas e européias. Desde a independência o país ainda teve de passar por dois terríveis conflitos militares, saindo perdedor de ambos: o primeiro foi a guerra do Pacífico, contra Chile e Peru, no século XIX, em que a Bolívia acabou perdendo uma vasta região para o Chile, incluindo sua única saída para o mar; e a Guerra do Chaco, contra o Paraguai, que terminou com 60 mil bolivianos mortos e a perda de mais alguns territórios ricos em petróleo (1932-1935).
Este breve histórico ajuda-nos a compreender o forte sentimento de xenofobia que vem-se desenvolvendo entre as camadas populares nos últimos anos. Cada vez mais o boliviano pobre, especialmente o de origem indígena, vê os países estrangeiros e suas empresas como aves de rapina que saqueiam as riquezas nacionais. Nos grandes distúrbios políticos de 2003, muitos estrangeiros - incluindo brasileiros - foram hostilizados e até mesmo agredidos nas ruas.
Recuando alguns anos no tempo, vamos encontrar na música uma chave preciosa para entender os sentimentos populares. Basta dizer que a Bolívia é o país com mais forte movimento artístico de cunho nativista em todo o continente, incluindo muitos grupos que gravam canções em dialetos indígenas. Um dos mais conhecidos conjuntos de "música de raiz", Los Kjarkas (à direita), gravou, nos anos 70, uma canção que vale como uma espécie de segundo hino nacional, e cuja letra expressa com clareza alguns dos sentimentos que ajudaram Evo Morales a subir ao poder:
Ser tu bravura, ser la fuerza y juventud En tu letargo mudo, la voz de inquietud: Bolivia...
Quiero pegar un grito de liberación después de un siglo y medio de humillación
Quiero tengan tus días destino mejor y el futuro sonría prometedor
en las faldas de tus cerros haré mi hogar donde felices los niños irán a jugar
Bolivia ah... Jallalla!!! Walaychu
(Ser tua bravura, ser a força e juventude, em teu letargo mudo, a voz da inquietude.
Quero soltar um grito de libertação depois de um século e meio de humilhação.
Quero que tenham seus dias destino melhor e que o futuro sorria promissor. Nas encostas de teus montes farei o meu lar onde as crianças felizes irão brincar.)
"Letargo mudo" não é uma expressão adequada para aquela Lua em Touro afligida pelo Sol? E o "século e meio de humilhação" não reflete bem o ressentimento de um país leonino que jamais teve a oportunidade de afirmar-se positivamente no cenário continental? É deste caldo de frustração que se alimentou a vitoriosa campanha de Evo Morales à presidência, processo que ocorreu num momento astrológico muito especial: em janeiro de 2006, todos os fatores da carta da Independência de Bolívia, dirigidos por arco solar, encontravam-se e oposição exata (180 graus) a suas posições radicais.
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NOTA: a direção por arco solar é uma técnica de previsão que consiste em somar a todos os fatores (planetas e ângulos) de uma carta radical (carta de nascimento de uma pessoa ou instituição) um arco correspondente ao deslocamento real do Sol em determinado número de dias. Assim, se queremos fazer previsões para o vigésimo ano de vida de uma pessoa, temos de calcular quanto o Sol se deslocou em seus primeiros vinte dias de vida e somar os graus correspondentes às posições do mapa natal. Trata-se, pois, de um sistema simbólico, em que um dia de movimento do Sol corresponde a um ano de previsões. |
Esta situação única, que só acontece na vida de um país a cada 360 anos, corresponde a um momento de forte tomada de consciência da própria realidade, aguçando o desejo de transformá-la. Basta lembrar que foi o mesmo fenômeno - todos os planetas dirigidos em oposição a suas posições natais - que levou o Brasil a eleger Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, quebrando com uma longa tradição de que o dirigente máximo da nação deveria pertencer às elites cultural e econômica.
Entretanto, a excepcionalidade do momento não garante, por si só, a eficácia do movimento de mudança. Apenas expressa um desejo, uma expectativa, que no caso boliviano se traduz na ascensão de um político de currículo tão peculiar quanto o de Lula.
Evo Morales, um índio cheio de gás
 Alerta - Pedofilia - Não denuciem ao Orkut e sim ao Ministério Público. mensagem: Amigos, participe da comunidade Combate à Pedofilia:
REPASSANDO!
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=600205
E gostaria de fazer uma alerta. A pedofilia tem se espalhado no Orkut de uma maneira impressionante,
e tenho notado que pessoas muito indignadas com essa situaçãos estão passando por e-mails e pelos scraps os endereços de profiles
de pedófilos, pedindo para que sejam denunciados ao Orkut.
Porém, atenção: Vejam o que acontece quando denunciamos ao orkut:
1) Você fica indignado com cenas de crianças sendo violentadas
e reporta o perfil ao orkut. O orkut imediatamente apaga o perfil. O pedófilo dá risada da nossa cara e abre outro perfil com mais fotos.
Reporta-se de novo. Apaga o perfil. Cria-se outro.
Enfim, quando denunciamos ao orkut, ficamos com a consciência tranqüila de que combatemos a pedofilia, mas, na verdade, estamos
APAGANDO OS RASTROS DO CRIME QUE O MONSTRO COMETEU.
Sem provas não há condenação. Como dito lá na comunidade é como sumir com um corpo vítima de homicídio. Sem corpo, não há como condenar o homicídio. Sem as fotos de pedofilia publicadas, não há condenação para quem as publicou.
2) Você fica indignado com cenas de crianças sendo violentadas e ao invés de
reportar o perfil ao orkut, faz a denuncia para a PF. O perfil não será apagado e nossas a Policia e o Ministério Público terão como
fazer o seu trabalho atrás de uma condenação penal e pôr o bandido na cadeia.
A única forma de parar com essas páginas absurdas no orkut,
é fazendo com que seus autores sejam presos. Se um for preso, tenho certeza de que os demais pensarão duas vezes
antes de fazerem a mesma coisa!
Lembrem-se já foram presas pessoas que abriram páginas resistas
no orkut, mas porque a página ainda estava lá.
Isso não é interpretação jurídica ou coisa que o valha. É um apelo da própria Policia Federal que investiga tais crimes.
Quaisquer dúvidas postem lá na comunidade
Neste sitie também:
http://www.acasadopeu.combr.net/cedit.htmE mais um alerta:
ATENÇÃO MAMÃES E PAPAIS DO ORKUT:
Tenham muito cuidado com o Orkut que fazem para seus filhos. Os pedófilos têm clonado as fotos dos álbuns de crianças para
montar profiles falsos e atrair crianças para o MSN.
Fiquem de olho em quem seus filhos adicionam no Orkut e no MSN. Evitem que eles usem o Messenger, principalmente a webcam,
sem sua presença ao lado. E não coloquem no Orkut fotos de crianças em que elas não estejam
acompanhadas de familiares, assim ficará mais difícil para os pedófilos
clonarem-nas.
Façam de tudo pra proteger seus filhos!!! 
Foi assim que todo o Brasil viu você.
Sem respeito nenhum assino.
Silsaboia
"Um pouco mais de respeito, deputada"
E-mail enviado à deputada Ângela Guadagmin (PT-SP) pelo leitor deste blog que se assina "Eu sei...":
"Fiquei embasbacado ao vê-la dançando no plenário da Câmara. O que a Sra. comemorava? O fim da moralidade da Câmara dos Deputados? A impunidade de um mensaleiro do seu partido? Talvez o descaso pela gravidade da situação política atual.
Sua atitude reflete bem a sensação que temos de "Casa-da-Mãe-Joana" que se transformou a Câmara dos Deputados. Demonstra a total falta de respeito com a instituição e, principalmente, com o povo deste tão desacreditado País.
Em uma coisa a Sra. é bastante coerente: seu mandato está bem definido por seus atos. Ambos são ridículos.
Deputada: um pouco mais de respeito pelo menos por aqueles que lhe deram tão desastrado e infeliz mandato."
 BORIS CASOY
Jamais o Brasil assistiu a tamanho descalabro de um governo.
Quem se der ao trabalho de esmiuçar a história do país certamente constatará que nada semelhante havia ocorrido até a gestão do atual ocupante do Palácio do Planalto.
Há, desde o tempo do Brasil colônia, um sem número de episódios graves de corrupção e de incompetência. Mas o nível alcançado pelo governo Lula é insuperável.
Não se trata de um ou de alguns focos de corrupção. Vai muito além. Exibe notável desprezo pelas liberdades e pela democracia. Manipula a máquina administrativa a seu bel-prazer, de modo a colocar o Estado a favor de sua inesgotável sanha de poder.
Um exemplo mais recente é a ação grotesca contra um simples caseiro, transformado em investigado por dizer a verdade depois de ser submetido a uma ação de provocar náuseas em qualquer stalinista.
Não se investiga o ministro Palocci, acusado de freqüentar um "bunker" destinado a operar negócios escusos em Brasília e de ter mentido a respeito ao Congresso. Tenta-se, a qualquer preço, desqualificar a testemunha para encobrir o óbvio. E o desespero da empreitada conduziu a uma canhestra operação que agora o governo pretende encobrir, inclusive intimidando o caseiro.
Do presidente da República, sob a escusa pueril de dever muito a Palocci (talvez pela conquista do troféu dos juros mais altos do mundo e pelo crescimento ridículo do PIB), só se ouve a defesa pífia dos que não conseguem dissimular a culpa. A única providência das autoridades federais foi um simulacro de investigação, com a cumplicidade da Caixa Econômica Federal.
Todos os limites foram ultrapassados; não há como o Congresso postergar um processo de impeachment contra Lula. Ou melhor, a favor do Brasil.
Lula seria o primeiro a sofrer impeachment não apenas pelos crimes de responsabilidade mas também por toda a obra
O argumento para não afastar Lula, de que sua gestão vive os últimos meses, é um auto-engano!
A proximidade das eleições faz com que o governo use e abuse ainda mais do poder.
Desde o início, este governo é envolvido na compra de consciências, na lubrificação da alma de órgãos de comunicação por meio de gigantescas verbas publicitárias e de perseguir os que lhe negam aplauso.
Outro argumento usado para não afastar Luiz Inácio Lula da Silva é a sua biografia, a saga do trabalhador, do sindicalista que chegou a presidente.
Ora, aquele metalúrgico já não existe há muito tempo.
Sua legenda enferrujou.
Foi tragado por sua verdadeira figura, submetido a uma metamorfose às avessas. As razões legais para o processo de impeachment gritam no artigo 85 da Constituição, que versa sobre os crimes de responsabilidade do presidente.
Basta ler os seguintes motivos constantes da Carta Magna para que o Congresso promova o processo de impeachment de Lula: atentar contra o livre exercício do Poder Legislativo, contra o livre exercício dos direitos individuais ou contra a probidade da administração. Seguem alguns exemplos ilustrativos.
No "mensalão", fato que Lula tentou transformar em um pecadilho cultural da política brasileira, reside um grave atentado contra o livre funcionamento do Congresso Nacional.
A compra de consciências não só interferiu na vida do Poder Legislativo como também demonstrou a disposição petista de romper a barreira entre a democracia e o autoritarismo, utilizando a máxima de que os fins justificam os meios.
Jamais as instituições bancárias estatais foram tão agredidas.
O Banco do Brasil teve seu dinheiro colocado a serviço de interesse escusos; a Caixa Econômica Federal também, demonstrando que o sigilo bancário de seus depositantes foi posto à mercê da pilantragem política.
No escândalo dos Correios, mais que corrupção, foi posto a nu, além do assalto aos cofres públicos, um cuidadosamente urdido esquema de satrapias destinado a alimentar as necessidades pecuniárias de participantes da mesma viagem.
Como costuma acontecer nesses casos, o escândalo veio à tona na divisão do botim.
Causa perplexidade, também, a maneira cínica com que o governo tenta se defender, usando todos os truques jurídicos para criar uma carapaça que evite investigações de suspeitas gravíssimas em torno do presidente do Sebrae, o generoso Paulo Okamotto, pródigo em cobrir gastos do amigo Lula -sem que ele saiba.
Aliás, ele nunca sabe de nada...
Lula passará à história, além de tudo, como alguém que procurou amordaçar a imprensa com a tentativa da criação de um orwelliano "conselho" nacional de jornalismo e com uma legislação para o audiovisual, que tentou calar o Ministério Público pela Lei da Mordaça e que protagonizou uma pueril tentativa de expulsar do país um correspondente estrangeiro que lhe havia agredido a honra.
Neste momento grave, o Congresso Nacional não pode abdicar de suas responsabilidades, sob o perigo de passar à história como cúmplice do comprometimento irreversível do futuro do país. As determinantes legais invocadas para o processo de impeachment encontram, todas elas, respaldo nos fatos.
Mas, infelizmente, na Constituição brasileira falta uma razão que bem melhor poderia resumir o que estamos assistindo:
Lula seria o primeiro presidente a sofrer impeachment não apenas pela prática de crimes de responsabilidade mas também pelo ímpar conjunto de sua obra.
Boris Casoy, 65, é jornalista. Foi editor-responsável da Folha de 1974 a 76 e de 1977 a 84. Na televisão, foi âncora do TJ Brasil (SBT) e do Jornal da Record (Rede Record).

 Cartilha para Controle da Libertinagem Sexual - Igreja Universal
CARTILHA DE ENSINAMENTOS DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS EM TODO O MUNDO PARA CONTROLE DA "LIBERTINAGEM SEXUAL":
( "retirada do livro "Castigo Divino")
Posição Cachorrinho - É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra.
Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira, fica com sua alma amaldiçoada e fétida. Posição Chupetinha - O prazer de levar um órgão sexual à boca é condenado pelas leis divinas.
A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores.
A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos.
E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira. Posição Sodomia - O ânus é sujo, é o esgoto propriamente dito. No esgoto só existem ratos, baratas e mendigos.
A pessoa que sodomisa ou é sodomisada se iguala a um rato pestilento.
Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado.
Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno. Vejam a maneira certa e única de se relacionar sexualmente com sua parceira, segundo a cartilha: Posição Coito Papai-Mamãe - O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso.
Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração.
O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, deve manter uma distância pois a fêmea deve estar rezando aos santos para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide.
Depois do ato sexual, os dois devem rezar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo.
Como penitência, o açoite com vara de bambu é aceito como forma de purificação.
(Moral: ou nos veremos todos no inferno, ou vai faltar bambu no mundo!) 
 Sambista da pizza quer herdar votos de cassados
 Maria Lima
BRASÍLIA. Numa movimentada cervejaria paulistana, terça-feira passada, a deputada que ficou conhecida com a sambista da pizza Ângela Guadagnin (PT-SP) foi brindada com o primeiro pedaço de bolo do aniversariante, o ex-deputado José Dirceu.
Foi um pequeno sinal do que ela espera colher da defesa solitária dos colegas envolvidos no valerioduto nas sessões do Conselho de Ética. Ela sabe que pode pagar um preço alto, mas confia nos militantes petistas. E, principalmente, confia que herdará um naco do espólio de meio milhão de votos de Dirceu. E do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP), se este for cassado.
Eleita com 154 mil votos, a até então apagada parlamentar encerrou a semana debaixo de pesadas críticas ao ser flagrada sambando no plenário da Câmara para comemorar a absolvição do colega João Magno (PT-MG), destinatário confesso de R$ 420 mil do valerioduto.
Deputada confia no apoio dos petistas na campanha
Além do apoio de Dirceu e outros petistas de São Paulo envolvidos no escândalo, que prometeram trabalhar em sua campanha, Ângela contará com empenho da máquina partidária.
— Muita gente acha que o Zé Dirceu foi injustiçado. Se ele pedir votos para mim, vou ficar feliz. Se beliscar um pedaço do seu espólio já está bom. No seu aniversário ele me deu o primeiro pedaço de bolo, acho que quer dizer alguma coisa — conta Ângela, sem se preocupar com o impacto de seu samba.
Ex-prefeita de São José dos Campos (1993-1996), a deputada já mostrou no passado que não mede esforços para defender os interesses do Campo Majoritário, tendência que controla o PT. Seu secretário de Finanças na prefeitura, o economista Paulo de Tarso Venceslau, denunciou um esquema de arrecadação ilícita de recursos em administrações petistas, entre elas a de São José.
Foi demitido.
Médica pediatra no segundo mandato na Câmara, Ângela, considerada conservadora e com uma imagem de freira circunspecta, é ligada aos carismáticos da Igreja Católica. Age de todas as formas para impedir a aprovação de projetos sobre o aborto. Apresentou proposta para proibir o SUS de receitar a pílula do dia seguinte e as farmácias públicas de distribuí-las.
A rotina de Ângela no Conselho de Ética é trabalhosa: pedido de vista dos relatórios, voto em separado, pronunciamentos de defesa. Para manter o discurso de que não existe o mensalão, pode defender um deputado do PFL, do PP ou do PTB. Só votou pela cassação dos deputados Pedro Corrêa (PP-PE) e Roberto Jefferson (PTB-RJ).
— Ângela, seu nome já diz, um anjo da guarda para qualquer petista ou aliado. Ela sabe que sofrerá algum desgaste, mas aposta que tem muito voto do PT migrando para o lado fisiológico — avalia o companheiro do Conselho, deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
http://oglobo.globo.com/jornal/pais/228335739.asp 
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Orictéropo Um dos mamíferos mais esquisitos do mundo,
tem focinho de porco,
orelhas de mula
e cava a terra como se fosse
uma toupeira.
Habita as fileiras do PT. | |
 Meyrielle Abrantes Barbosa, 23 anos,
é a Pombagira do calendário feito pelo
fotógrafo Renato Filho homenageando
as entidades míticas da crendice popular.
Ex-miss Pernambuco, ela é a atual namorada
do governador do Estado, Jarbas Vasconcelos, 63 anos. 
 | M S T | Mar 23, '06 11:03 AM for everyone |
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
A própria revolução Por Marcelo Teixeira*
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é um movimento social organizado e legítimo. Está à procura e uma sociedade mais justa e digna. Não há mal nenhum nisso. Dessa forma, busca terra improdutiva dada a fins especulativos e, na maioria das vezes, adquirida por meio de grilagem de terras públicas, portanto, de posse sem qualquer legitimidade. Há quase 20 anos, onde há latifúndio e a terra é usada para especulação, o MST faz pressão social para atingir seus objetivos. O movimento surgiu em 1984, no Rio Grande do Sul, depois que a grilagem e o processo da mecanização das lavouras expulsou cerca de 30 milhões de agricultores do campo na década anterior. Rapidamente alastrou-se pelo país tornando-se cada vez mais forte, agressivo. Seus 50 mil militantes transformaram o campo num barril de pólvora, com marchas, ocupações de terras, rodovias, prédios públicos. Causam tanto incômodo que sua determinação serviram de estímulo para a criação da Associação dos Produtores Rurais, no Mato Grosso; o Primeiro Comando Rural, no Paraná; e ainda o ressurgimento da União Democrática Ruralista (UDR) e do Movimento Nacional dos Produtores.
 Marcha do MST por projeto popular - 1999.
Neste ano, as ações do movimento já resultaram em 17 invasões em 23 estados, 13 mortes em conflitos com guardas armados, ocupações de 11 praças de pedágio no Paraná, reunião com o presidente. E o MST não pára. Reivindica o assentamento de 1 milhão de colonos até o final do mandato e Lula. Hoje há 100 mil acampados no país em situação de penúria. Mas os militantes estão dispostos a enfrentar a miséria dos acampamentos em troca de terra e dignidade. Os opositores não devem se enganar. Os militantes não são baderneiros nem caipiras que só sabem trabalhar na roça, mas sim pessoas politizadas e conscientes da situação de injustiça social do país. Obviamente, o MST atualmente transcende a questão agrária, legitimamente. É um movimento que prega uma revolução. Trata-se dele próprio a revolução.
*Marcelo Teixeira é Jornalista
www.seresteros.com/ sandino/archives/2005/03/
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20 Mar 06
O MST pressiona os juízes
Não são apenas os atos de vandalismo como o praticado contra os laboratórios da Aracruz no Rio Grande do Sul por militantes da Via Campesina, sob o comando do coordenador nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que ameaçam o Estado de Direito. Além da ofensiva contra empresas privadas e das invasões de propriedades particulares e edifícios públicos, o MST e seus satélites, como a Via Campesina e o Movimento de Mulheres Camponesas, também põem em xeque a ordem jurídica quando intimidam os tribunais, pressionando os juízes a dar sentenças favoráveis e ameaçando aqueles que têm coragem de mandar prender invasores.
Recentemente, o Estado e O Globo noticiaram três casos de pressão do MST sobre as instâncias inferiores do Poder Judiciário. O primeiro ocorreu no Rio Grande do Sul e envolve a juíza Uiara Castilho dos Reis. Lotada na comarca de Esteio, situada na região metropolitana de Porto Alegre, ela é a responsável pelo julgamento da invasão, por mais de mil integrantes do MST e da Via Campesina, em outubro de 2005, da Standard Logística, uma importante distribuidora de alimentos para redes de supermercados e mercearias da Região Sul.
Na ocasião, foram roubadas 30 toneladas de alimentos e pelo menos um deputado do PT e o assessor de um outro foram vistos consumindo produtos retirados do local. Dias após o incidente, a juíza recebeu a "visita" do presidente da Assembléia Legislativa, Ronaldo Zülke, e do deputado federal Adão Pretto, ambos do PT, que a pressionaram para tratar o caso com leniência. "Eles me pediram para não identificar os invasores e deixá-los numa boa", afirmou a juíza. Pela legislação em vigor, sem essa identificação a Justiça não tem como condenar os envolvidos no saque, o que desmoraliza a ordem jurídica e estimula o MST a praticar crimes mais graves que esse.
O segundo caso ocorreu no Paraná e envolve o juiz Leonardo Ribas Tavares, que atuou na cidade de Quedas do Iguaçu, entre 2003 e 2004. Na ocasião, ele foi acusado pelos líderes do MST no Estado de ser um magistrado "sem sensibilidade social" e sofreu forte pressão da Rede Nacional de Advogados Populares. "Fui hostilizado e várias vezes tive de entrar escoltado no fórum", relata ele.
O terceiro caso ocorreu no Estado de São Paulo e envolve os juízes da região do Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo. Todas as vezes em que ordenam a desocupação de propriedades privadas invadidas e condenam os invasores por infrações previstas pelo Código Penal, eles são acusados pelo MST de "tomarem decisões à revelia da lei", de favorecerem o "latifúndio reacionário" e de pertencerem a famílias que "tiveram origem no latifúndio que o movimento combate".
O mais visado pelo MST é o juiz Atis de Araújo Oliveira, que atuou em Teodoro Sampaio, uma pequena cidade situada na região do Pontal do Paranapanema. Entre 2002 e 2003, sempre atendendo a solicitações do Ministério Público estadual, ele expediu 48 mandados de prisão contra líderes dos sem-terra e em três ocasiões mandou para a cadeia o líder do movimento na área, José Rainha Júnior.
"A cada invasão promovida pelo MST, através de suas lideranças, a massa anônima é levada também ao cometimento de infrações por essas lideranças que a comandam. Ora, não reprimir tal situação é dar verdadeiro aval para que a massa entenda que possa praticar qualquer ato que seja, tais como furtos, depredações, cárcere privado, saques de caminhão, bloqueios de estradas, etc. O Estado, em situações como esta, não pode deixar de usar seu poder de império, sob um falacioso argumento de evitar cair em autoritarismo", disse o juiz Atis de Oliveira numa das vezes em que condenou Rainha.
Nos três casos noticiados pelo Estado e pelo Globo, os magistrados que não tiveram medo do MST foram acusados de "criminalizar o movimento" e de "indispor os sem-terra com a sociedade". Essa é mais uma demonstração da conhecida hipocrisia do MST, que só acata as leis quando elas lhes são convenientes, e as despreza acintosamente quando elas não lhes convêm.
(Recebido por e-mail)
 Em São Paulo, uma pessoa consome, em escritórios e em média, 60 litros de água por dia. Caso sejam adotadas medidas de economia, o consumo pode cair para 40 litros por dia. Multiplicando os 20 litros poupados pelos 7 milhões de trabalhadores que atuam em escritórios na Grande São Paulo, chega-se a uma quantidade de água suficiente para abastecer diariamente mais de 3,5 milhões de pessoas;
- Há dois mil anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual, enquanto a disponibilidade de água permanece a mesma;
- A partir de 1950, o consumo de água triplicou, em todo o mundo;
- O consumo médio de água, por habitante, foi ampliado em cerca de 50%;
- Para cada 1.000 litros de água utilizada pelo homem, são gerados 10.000 litros de água poluída, segundo dados da ONU, de 1993;
- No Brasil, mais de 86% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não-tratados são lançados nos corpos d'água;
- O homem pode passar até 28 dias sem comer, mas apenas três dias sem água? (Fonte: Universidade da Água);
- Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros por dia. Isto é, 1.380 litros por mês; ou seja, mais de um metro cúbico por mês - o que significa uma conta mais alta;
- Um filete de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês;
- Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de três caixas d'água.
Nos apartamentos, de acordo com o consultor Carlos Lemos, o grande vilão do consumo é o chuveiro. O engenheiro recomenda que, dependendo da pressão da água, "especialmente nos andares mais baixos" seja colocado um pequeno (e barato) redutor de fluxo, que garantirá um banho confortável com menor desperdício de água.
- Hoje, o mercado brasileiro já dispõe de torneiras, chuveiros e outros equipamentos que propiciam uma economia de até 35% nos edifícios residenciais - disse. 
 O PRIMEIRO FILHO DE LULA JÁ É MILIONÁRIO.
Fábio Luis da Silva, com 30 anos, já é um feliz milionário.
Ele teve a fantástica sorte de ver a Telemar se tornar parceira da sua empresa, assim, da noite para o dia, e colocar milhões na sua companhia.
Até dois anos atrás, em 2003, quando o presidente Lula assumiu o cargo, Lulinha era mais um brasileiro com sub-emprego. Formado em biologia, ele tinha sido até monitor do Jardim Zoológico de São Paulo. Também dava aulas particulares de inglês e de informática.
Aí teve uma sorte fantástica. O destino em pessoa baixou até a terra e pousou sobre o seu ombro. Hoje o primeiro filho é sócio em três empresas, e sua participação societária soma R$ 625 mil. Superou o patrimônio de Lula, declarados em R$ 422 mil à Receita.
Veja só a sorte do Lulinha. Ele não precisou colocar um só centavo nas empresas. A Telemar fez por ele todo o serviço. No fim de 2003, Lulinha abriu uma agência de publicidade chamada G-4, em sociedade com dois amigos, filhos do ex-sindicalista e ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. Dez meses depois, em outubro de 2004, a empresa se fundiu com uma outra, a Espaço Digital, criando uma holding, a BR-4. Passados dois meses, o capital do empreendimento já era de R$ 2,7 milhões, dinheiro vindo da Telemar.
Ainda não era a sociedade. Era só um contrato de exclusividade para fornecimento de conteúdo.
Aí a coisa não parou mais. Surgiu a Gamecorp. E, de novo, a Telemar entrou, desta vez comprando debêntures com direito a ações futuras, o que também foi feito. Valor na nova transação: mais R$ 2,5 milhões.
Agora, veja só quem intermediou os contatos para buscar o novo sócio para a empresa do primeiro filho: nada mais, nada menos, do que a Trevisan Associados, cujo sócio principal, Antoninho Marmo Trevisan, faz parte do Conselho de Ética da Presidência da República. Conselho de Ética, é ??????!!!!!
Um dos principais acionistas da Telemar é o BNDES, com 25% do capital. Outros 19% pertencem a fundos de pensão, alguns deles de empresas públicas, como a Previ (caixa previdenciária dos funcionários do Banco do Brasil) e a Petros (ligada à Petrobras). Há ainda participação da Brasilcap e da Brasilveículos, companhias ligadas ao Banco do Brasil. E, para completar, a Telemar é uma empresa concessionária de serviços públicos. Que coisa.....
Segundo auxiliares, Lula julgou "normal" a operação e afirmou que nunca interferiu para que seus filhos tivessem benefício em contratos com empresas públicas ou privadas. O presidente também tem demonstrado contrariedade com rumores de que familiares seus possam ter tido algum tipo de benefício do empresário Marcos Valério. Então tá...
Jornalista Vitor Vieira Diretor-Editor de Videversus (51)9652-4645 videversus@videversus.com.br 
 De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae
ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma
plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a
piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida
pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas
a plravaa cmoo um tdoo.

 Sempre que os fatos ganham velocidade, costumo comprar um bloco de notas. Anoto frases, idéias, intuições e deixo que se decantem com o tempo. Volto a elas, depois, para rejeitá-las ou desenvolvê-las. A primeira frase que me veio à cabeça foi a da vendedora de flores que encerra um filme.
O pequeno bloco também tem idéias. Por exemplo: comparar a ditadura com o governo Lula. Uma neutralizou o Congresso pelo medo; o outro, pelo pagamento de mesada. Ditadura e governo Lula compartilham o mesmo desprezo pela democracia, ambos violentaram a democracia reduzindo o Parlamento a uma ruína moral.
Os militares prepararam sua saída de forma organizada. Nem muito devagar para não parecer provocação nem muito rápido para não parecer que estavam com medo. Já o núcleo duro do governo Lula parece perdido, batendo cabeça, ou melhor, enfiando-a na areia, sem perceber que a polícia está chegando e, daqui a pouco, alguém vai gritar na porta do Planalto: "Se entrega, Corisco".
Quando era menino e vivia em Juiz de Fora, fazíamos rodas de capoeira, bastante rudimentares, confesso. Mas cantávamos: "A polícia vem, que vem brava/quem não tem canoa, cai n'água".
Tudo isso jorra aos borbotões na minha caderneta. Anotei: chamar alguém do "Guinness", o livro dos recordes, para saber se algum tesoureiro de qualquer partido do mundo se desloca com batedores de motocicleta e carros clones para iludir perseguidores; se algum tesoureiro partidário se desloca com jatos particulares, semanalmente; se introduz no palácio associação de empreiteiros que receberam R$ 1,1 bilhão de dívidas.
Os militares batiam, davam choques e insultavam na sessão de tortura, mas vi muitos dizendo que me respeitavam porque deixei um bom emprego para combatê-los com risco de vida. Eles viam ideais no meu corpo arrasado pelo tiro e pela cadeia.
O PT queria que eu abrisse mão exatamente da minha alma, e me tornasse um deputado obediente, votando tudo o que o Professor Luizinho nos mandava votar. Os militares jamais pediriam isso. Desde o princípio, disseram que eu era irrecuperável e limitaram-se à tortura de rotina.
Jamais imaginei que seria grato aos torturadores por não me pedirem a alma. Não sabia que dias tão cinzentos ainda viriam pela frente. Que seria liderado por um homem que achava que Maurício de Nassau era um deputado de Pernambuco. Logo eu, que sou admirador de um deputado pernambucano chamado Joaquim Nabuco.
Foram os anos mais duros de minha vida. No meu caderno anoto frases e indicações da semelhanças da luta contra a ditadura e da luta contra este governo, desde que comecei a criticá-lo, com a importação de pneus usados. As pessoas têm suas carreiras, seus empregos, sua racionalizações. É preciso respeitá-las, atravessar o deserto sem ressentimentos.
Agora, sobretudo, é preciso respeitar o sofrimento dos vencidos. Outro dia, quando me referi a um núcleo na Casa Civil como um bando de ladrões que atentava contra a democracia, uma jovem deputada do PT estremeceu. Senti que não estava ainda preparada para essas palavras cruas. E fui percebendo pelas anotações que talvez esteja aí, para o escritor, o mais rico manancial de toda essa crise. Como estão as pessoas do PT? Como se ajustam a essa nova realidade, que destino tomaram na vida?
Procuro não confundir, entre os que ainda defendem o governo, aqueles que são cínicos cúmplices e os outros que apenas obedeceram a ordens sob a forma da aplicação do centralismo democrático. Alguns defendem porque ainda não conseguiram negociar com sua própria dor. Não podem suportá-la de frente. Mas terão de fazer algum dia, porque, por mais ingênuos que sejam, já perceberam que a mãe está no telhado.
Vamos ter de encarar juntos essa realidade. A grande experiência eleitoral da esquerda latino-americana, admirada por uma Europa desiludida com Cuba e Nicarágua, a grande novidade que verteu tintas, atraiu sábios, produziu livros e seminários, vai acabar na delegacia como um triste fato policial de roubo do dinheiro público e suborno de parlamentares.
Só os que se arriscarem a ir até o fundo dessa abjeção, compreendê-la em todos os seus detalhes mórbidos, têm chances de submergir para continuar o processo histórico. Por incrível que pareça, o Brasil continua, e a vontade de mudar é mais urgente do que em 2002. Por isso proponho agora um curto e eficaz trabalho de luto.
Anotação final: começa o espetáculo da CPI, secretárias e suas agendas, ex-mulheres e suas mágoas, arapongas, tesoureiros e seus charutos, vossa excelência para cá, vossa excelência para lá, sigilos bancários, telefônicos, emocionais. Viu, Duda, que cenas finais melancólicas quando um mercador tenta aplicar à complexidade da política a singeleza do vendedor de sabonetes?
http://www.gabeira.com.br/fernandogabeira/jornalista/jornalista.asp?id=460 
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Essa é de lascar o cano ...
1. Discurso do Presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva,
no encerramento do Seminário sobre Negócios
e Investimentos
- Hotel Le Méridien - Damasco - Síria,
(extrato da estultice usual)
********************************** Gostaria de agradecer, aqui, a presença
de inúmeros deputados do Brasil,
de alguns empresários, inclusive da minha cidade,
São Bernardo do Campo.
E queria dizer aos empresários brasileiros e sírios:
quando se trata de negócios,
vale mais a ousadia e persistência
do que uma boa intenção.
``Países do tamanho da Síria,
países do tamanho do Brasil,
continente como o sul-americano ou como
o continente árabe
não podem mais, no século XXI,
ficar à espera de serem descobertos.´´
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NOVA GEOGRAFIA É ISSO AÍ!
VELHA IGNORÂNCIA TAMBÉM!
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